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Escassez de mão de obra qualificada: problema seu?

Mão-deobra

Escassez de mão de obra qualificada: problema seu?

Até junho deste ano, o Brasil tinha cerca de 13 milhões de desempregados, segundo o IBGE. Ironicamente, apesar da enorme quantidade de profissionais disponíveis no mercado, algumas empresas têm enfrentado o problema da falta de mão de obra qualificada. Investir em capacitação interna tem sido a solução encontrada por boa parte delas.

Treinar por quê?

“Tendo em vista a (re)colocação e ascensão no mercado de trabalho em um contexto competitivo como o atual, não deveria ser o próprio profissional responsável pela sua formação?” – você pergunta. “Em partes.” – dizem os especialistas.
Não há dúvidas de que candidatos engajados no autodesenvolvimento sempre estarão alguns passos à frente de seus concorrentes nos processos seletivos – afinal, que recrutador não sonha em encontrar recursos prontos no mercado? Na prática, porém, o perfeito alinhamento entre as competências do empregado e do empregador é utópico. Esforços individuais costumam se basear em interesses pessoais e dificilmente correspondem às estratégias de negócios de uma organização em particular.
Apostar na formação dos novatos ou mesmo de profissionais mais experientes que tenham alguns gaps de conhecimento é, então, uma solução possível e com ótimo custo-benefício. Com a possibilidade de direcionar conteúdos, oferecendo treinamentos elaborados de acordo com as próprias necessidades, as empresas conseguem empoderar seus colaboradores, alavancar a produtividade e ainda contribuir para a retenção de talentos.

Dados do 2018 Workplace Learning Report, resultantes de uma pesquisa global realizada pelo LinkedIn com a participação de cerca de 4 mil profissionais, revelam que 94% dos funcionários permaneceriam mais tempo em uma empresa que investisse em sua carreira.
Mais do que conhecimentos específicos sobre as funções a executar, habilidades interpessoais (como liderança, comunicação e colaboração) estão entre os tópicos apontados como os mais importantes a serem abordados pelas equipes de Treinamento e Desenvolvimento – justamente atributos que são peculiares, inerentes à identidade de cada organização.

Treinar como?

De acordo com o mesmo estudo, 68% dos funcionários preferem estudar no ambiente de trabalho, 58% querem seguir o próprio ritmo de aprendizagem e 49% acreditam que obterão melhores resultados se tiverem acesso às informações no momento em que efetivamente precisarem delas – em oposição aos cursos preparatórios para futuras possibilidades. Não à toa, os cursos online têm se tornado populares entre as pequenas, médias e grandes empresas: por meio deles, todos os aspectos práticos citados são facilmente contemplados.

O grande empecilho para que as formações se tornem parte da rotina corporativa é, muitas vezes, a falta de tempo: 92% dos funcionários participantes na pesquisa relataram dificuldade em incluir cursos e treinamentos entre as suas tarefas. Curiosamente, 56% estariam dispostos a dispensar mais horas aos estudos se orientados e incentivados pelos seus gestores – o que prova que o engajamento de toda a equipe nesse movimento é fundamental para a não banalização do aprendizado.
“Profissionais de treinamento, executivos e gestores concordam que disponibilizar recursos para desenvolver talentos é crucial para os negócios. Existe um consenso de que os programas de T&D são um benefício necessário e que, em geral, os funcionários estão dispostos a se envolver em iniciativas”, conclui a pesquisa.

Marcelly Ferrari
Marcelly Ferrari
ferrarimarcelly@gmail.com

Graduada e pós-graduada em Letras, é tradutora por formação, revisora por obsessão e redatora por paixão. Como escritora, publicou um livro interativo e um de microcontos. Designer instrucional e conteudista digital experiente, atua no desenvolvimento de treinamentos corporativos (presenciais e a distância) e em projetos de marketing de conteúdo. Atualmente, mantém parceira com a BASEDG criando textos para segmentos variados.

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