O que fazer quando chega a hora de colher os frutos da Previdência? - bestmoney
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O que fazer quando chega a hora de colher os frutos da Previdência?

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O que fazer quando chega a hora de colher os frutos da Previdência?

Sabemos que quanto mais cedo pensarmos em nosso futuro, maior a chance de êxito na hora da aposentadoria; como os juros compostos são a força mais poderosa do universo, dito por ninguém menos que Albert Einstein, cada ano mais cedo que conseguimos iniciar nossa caminhada pode ter certeza que faz muita diferença 40 anos depois.

Antes ainda de escolher qual a forma de coletar o esforço de uma vida é importante conhecer 2 fatores que interferem bastante caso a opção não seja resgatar 100% do valor acumulado: tábua atuarial e rentabilidade na fase de benefício.

Várias tábuas foram autorizadas pela SUSEP (Superintendência de Seguros Privados) e utilizadas no Brasil ao longo do tempo: AT49, AT55, AT83, AT2000, BR-EMS; a diferença entre elas está na expectativa de cada uma, logo quanto mais antiga (menor expectativa de vida) na hora do cálculo do benefício, gera uma renda maior; a mais utilizada no momento tem sido a BR-EMS que reflete a experiência das seguradoras no Brasil e a cada 5 anos a tábua é revista e ajustada pelo aumento da expectativa de vida dos brasileiros.

Em relação à rentabilidade na fase de benefício é quanto o dinheiro vai render depois que você parou de contribuir; isto é importante, pois se a sua opção não for resgatar 100% do valor, o montante acumulado passa a não mais ser seu e sim da seguradora, que será a responsável de pagar o benefício de acordo com o tipo de renda escolhida; nos planos comercializados atualmente, a rentabilidade varia de 0 a 4% e como é de se esperar, quanto maior a taxa, melhor o valor do benefício.

Ainda existem com menos frequência os excedentes financeiros que já na fase de benefício, quando a seguradora consegue um resultado de investimento melhor que a atualização dos valores mais a rentabilidade combinada, ela pode repassar um percentual deste excedente combinado em contrato, seja por depósito em conta corrente, como calculado de forma a aumentar a renda mensal.

Vamos falar dos tipos de renda, que não são poucos e alguns deles desconhecidos pela população em geral:

  • Renda vitalícia – o benefício será pago até o falecimento do participante do plano;
  • Renda vitalícia com reversão ao beneficiário ao indicado – após o falecimento do participante já na fase de benefício, o benefício será pago ao beneficiário até o falecimento do mesmo;
  • Renda vitalícia reversível ao cônjuge com continuidade aos menores – o pagamento será realizado de forma vitalícia ao participante e após o falecimento do mesmo, um percentual desta renda é repassado ao cônjuge de forma vitalícia e após falecimento do último, repassado aos menores dependentes economicamente até completarem a maioridade;
  • Renda vitalícia com prazo mínimo garantido – a renda será paga de forma vitalícia ao participante, porém em caso de falecimento antes do prazo mínimo estabelecido (começa a contar o tempo no período de benefício), este benefício continua a ser pago para os beneficiários até atingir o prazo mínimo estabelecido;
  • Renda mensal temporária – o benefício será pago apenas para o participante por um período combinado; caso aconteça o falecimento antes do término do período combinado, o benefício é cessado;
  • Renda mensal por prazo certo – o pagamento será pago ao participante pelo prazo estabelecido; caso ocorra falecimento do participante antes do prazo, o beneficiário irá receber até o completar o prazo combinado.

 

Este artigo foi focado na fase de benefício da previdência, mas não podemos esquecer de olhar com cuidado os fatores da fase de contribuição que interferem na renda, como a rentabilidade do fundo de previdência e a taxa de carregamento que algumas instituições ainda teimam em cobrar!

A principal mensagem a ser passada é que comecem o mais cedo possível a construção da aposentadoria e fiquem sempre alerta nos principais fatores que irão interferir na sua renda futura!

Marcio Lima, CFP®
marcio@wayinvestimentos.com.br

Médico formado pela UFRJ; MBA Gestão em Saúde pelo COPPEAD; MBA Finanças pelo IBMEC; Certificado pela ANCORD; Planejador Financeiro pela PLANEJAR

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