Wimbledon: a melhor sacada do tênis do século XIX - bestmoney
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Wimbledon: a melhor sacada do tênis do século XIX

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Wimbledon: a melhor sacada do tênis do século XIX

9 de junho de 1877. A revista The Field anunciava a primeira edição daquele que se tornaria o torneio de tênis mais consagrado do mundo. Nos 141 anos seguintes – interrompido apenas pelas duas grandes guerras – The Championships, Wimbledon (ou simplesmente Wimbledon, como hoje é mais conhecido) reuniria os melhores profissionais e os expectadores mais apaixonados pelo esporte.

Muito distantes da grandiosidade que ainda estavam por conquistar, os jogos de 1877 tiveram lugar nas quadras de grama do The All England Croquet and Lawn Tennis Club, instituição sem fins lucrativos que é responsável pela realização do torneio até os dias de hoje.

Primeiros passos do gigante torneio

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As condições eram as mais rudimentares, mas, considerando que o clube tinha sido fundado em 68 em exclusivo apoio à prática do croqué e que, apenas em abril de 1877, teve a expressão Lawn Tennis agregada ao seu nome, não se pode dizer que os números do torneio inaugural do novo esporte tenham sido ruins.

As inscrições foram abertas apenas para atletas amadores do sexo masculino – isso mesmo, as mulheres ficaram de fora – e a organização orientava os participantes a levarem as próprias raquetes e “sapatos sem salto”. As regras também ditavam que as bolas seriam fornecidas pela equipe de jardinagem do clube.

Foi assim que 22 atletas fizeram história, disputando o primeiro troféu Wimbledon para a alegria de 200 expectadores. Uma arquibancada temporária tinha sido projetada para acomodar 30 entusiastas, fato que não impediu que os restantes observadores encontrassem lugar em torno das quadras e aplaudissem – literalmente – de pé a vitória do inglês Spencer Gore.

Wimbledon hoje
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Único do Grand Slam cujos jogos têm a grama como piso oficial, o Wimbledon não apenas se profissionalizou, mas abriu espaço para novas categorias e faixas etárias. Atualmente, o evento inclui cinco torneios principais (individuais masculinos e femininos, e de duplas masculinas, femininas e mistas), além de competições para atletas juvenis e veteranos convidados.

O espaço físico também aumentou. A primitiva quadra principal e sua arquibancada provisória deram lugar ao imponente Centre Court, com capacidade para 14.979 expectadores. Famoso por todos os grandes nomes que por lá já passaram, o estádio ganhou ainda mais notoriedade ao inaugurar uma icônica cobertura retrátil em 2009.

As disputas do torneio, porém, não se restringem à Quadra Central. Hoje são distribuídas em nada menos que 18 quadras. Capaz de abrigar simultaneamente 39.000 pessoas, dentro e fora dos estádios, o evento contabiliza, diariamente, um público ainda maior do que esse, uma vez que existe rotatividade no acesso às instalações.

Uma edição épica
Angelique+Kerber+Djoko

The Championships, Wimbledon 2018 – em sua 132ª edição – teve mais um capítulo de sua história publicado no último fim de semana, quando foram conhecidos seus mais recentes vencedores.

Afastado das quadras no segundo semestre do ano passado por conta de problemas físicos, pode-se dizer que o tenista sérvio Novack Djokovic renasceu das cinzas. Depois de derrotar o favorito Rafael Nadal em uma semifinal incrivelmente disputada, venceu o sul-africano Kevin Anderson por apoteóticos 3 sets a 0 e conquistou o tetracampeonato.

O troféu individual feminino teve sabor de revanche. A alemã Angelique Kerber, que em 2016 havia perdido para a americana Serena Williams, bateu a heptacampeã por 2 sets a 0, vencendo o torneio pela primeira vez. Esta foi primeira tentativa de Williams de conquistar um Grand Slam após o nascimento da filha. O segundo lugar que pode não ter sido exatamente o que ela esperava, mas ao menos lhe concedeu uma guinada de 153 posições no ranking da WTA.

Na chave de duplas, a vitória foi para os americanos Mike Bryan e Jack Sock, que derrotaram o neozelandês Michael Venus e o sul-africano Raven Klaasen por disputados 3 sets a 2.

 

Marcelly Ferrari
Marcelly Ferrari
ferrarimarcelly@gmail.com

Graduada e pós-graduada em Letras, é tradutora por formação, revisora por obsessão e redatora por paixão. Como escritora, publicou um livro interativo e um de microcontos. Designer instrucional e conteudista digital experiente, atua no desenvolvimento de treinamentos corporativos (presenciais e a distância) e em projetos de marketing de conteúdo. Atualmente, mantém parceira com a BASEDG criando textos para segmentos variados.

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