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VIBE POSITIVA

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VIBE POSITIVA

Numa rede social, a “modinha” do momento é ser desafiado a comentar sobre um filme que, de alguma forma, tenha marcado sua vida.

Em 1993, ano em que casei, os admiradores de histórias que misturam ingredientes como comédia, realismo-fantástico, sarcasmo e humor negro foram brindados com uma produção impecável: Feitiço do tempo (Groundhog day). O roteiro (vencedor do prêmio Bafta) conta a fábula de um meteorologista, apresentador do clima num canal de TV, que se vê aprisionado numa espécie de loop temporal, vivendo (diariamente) um mesmo dia, no caso 2 de fevereiro, em que é comemorado o Dia da Marmota, uma tradição centenária de americanos e canadenses.

Na última sexta-feira, o IBGE divulgou o resultado do PIB brasileiro, do 3º trimestre de 2018, apontando um crescimento de 0,8%. Não é, evidentemente, um resultado de tirar o fôlego, pois voltamos (somente) ao patamar de 2012. Uma lástima! Contudo, se olharmos para o gráfico a seguir, veremos que os números, desde o último trimestre de 2017, nos remetiam ao filme citado acima: 0,2% três vezes consecutivas. Ou seja, é como se vivêssemos um loop assombroso, de baixo crescimento.

Creio ser cedo para afirmarmos categoricamente que o país “despertou” para um novo “dia”. Penso, contudo, que há uma boa probabilidade de estarmos diante de uma real inflexão.

A equipe econômica de Jair Bolsonaro, liderada pelo economista Paulo Guedes, é muitíssimo qualificada. Atrevo-me a dizer que é das mais preparadas de nossa história. Nesse sentido, como a economia brasileira está muito reprimida, com enorme capacidade ociosa, se as diretrizes desse time forem em linha com o pensamento de seus membros, minha aposta é que teremos um ano de 2019 muito auspicioso.

Meu otimismo, no entanto, fica refém da reforma da previdência. Sem ela aprovada, fica quase impossível crer que o país terá um futuro livre de problemas. O governo é inviável sem uma mudança drástica na previdência, com consequências sobre todos nós.
No caso de a reforma prosperar, vejo com bons olhos o PIB de 2019. Penso que possamos marcar como alvo 3%, bem como ter uma queda significativa do desemprego, para algo em torno de 8%. Analiso desta forma: como a capacidade ociosa é enorme, os empresários contratarão desempregados para fazerem suas fábricas produzirem, gerando um ciclo virtuoso, de emprego-consumo-produção.

O resultado do PIB do 3º trimestre já apontou o aumento do investimento empresarial (apesar de estar boa parte ligado a uma mudança de metodologia no setor de petróleo), o que é muito bom. Creio que a passagem de 2018 para 2019 já se dará, como dizem meus alunos, sob uma “vibe” positiva. Tomara que o novo governo tenha a habilidade em conduzir politicamente as reformas, para que não voltemos ao nosso Dia da Marmota.

Alexandre Espirito Santo, Economista da Órama e Prof. IBMEC-RJ

Alexandre Espírito Santo
economista@orama.com.br

Economista pela UERJ Mestre em economia, membro imortal da Academia Nacional de Economia.

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