Occam Brasil - bestmoney
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Occam Brasil

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Occam Brasil

Em nosso primeiro ano como Occam (nono ano dos fundos desde fundação da Brasil Plural), ficamos satisfeitos com nossa performance e confiantes com o futuro, fruto do investimento que fizemos em todas as áreas: Macro, Ações, Gestão de Risco e Back Office. Conseguimos bater as metas de retorno em todos os fundos de Ações e Multimercados, com consistência e baixa correlação com outros fundos do mercado. A rentabilidade dos Fundos de Ações, Long Biased e Long & Short, respectivamente, foi de 22,85%, 21,41% e 16,78%, no ano. E nos Multimercados, o retorno dos fundos Retorno Absoluto, Equity Hedge e Institucional II, respectivamente, foi de 14,18%, 9,79% e 8,49% em 2018.

Internacional
A volatilidade continuou elevada nos mercados internacionais, com quedas expressivas nas bolsas mundiais. A desaceleração da atividade global, ao mesmo tempo em que os principais bancos centrais do mundo seguem no processo de retirada de liquidez, com destaque para o aperto monetário nos EUA, tem pressionado os ativos de risco. Somado a isso, observamos um isolamento crescente do presidente americano Donald Trump, que continuou a tentar influenciar a condução da política monetária americana, pressionando o FED a interromper o processo de elevação da taxa de juros. A instituição, entretanto, voltou a subir os juros, mas indicando menor aperto no futuro e que suas próximas decisões serão mais dependentes da evolução do cenário. O discurso, apesar desta suavização, frustrou o mercado que esperava uma postura ainda mais dovish. Finalmente, ao mesmo tempo em que tivemos evolução positiva nas negociações entre EUA e China a respeito da guerra comercial, as negociações do Brexit seguem gerando uma grande incerteza.

Brasil
Os sinais emitidos pelo novo governo indicam, ainda que extraoficialmente, que a reforma da previdência enviada pelo governo Temer será a base de sua reforma. Esta decisão encurta sua tramitação, sendo positiva para o processo de ajuste fiscal. Além disso, o governo tem reafirmado a adoção de uma agenda ortodoxa na economia, abrangendo medidas tanto macro quanto microeconômicas. No tocante à política monetária, tendo em vista a sustentação da inflação em nível baixo e a falta de vigor da atividade econômica, o Banco Central decidiu manter a taxa de juros constante em patamar estimulativo e suavizar seu discurso. Adicionalmente, o Relatório de Inflação trouxe projeções que sinalizam que, na ausência de maiores movimentos da taxa de câmbio e choques inesperados, a política monetária não precisaria ser ajustada ao longo de 2019.

Juros e Câmbio
Em dezembro, houve uma substancial redução nas expectativas do mercado quanto às altas de juros por parte do FED ao longo de 2019. O aperto nas condições financeiras da economia americana e a consequente alteração de postura por parte dos membros do FED, foram os principais vetores por trás desse movimento. Dessa forma, optamos por zerar nossa posição tomada em juros na curva americana nos primeiros dias do mês. Além disso, temendo um maior contágio por conta dessa mudança de cenário para o complexo de renda fixa global, optamos também por cortar relevantemente nossa posição tomada em juros na Europa. Na Renda Fixa local, seguimos com uma visão construtiva e mantemos uma posição aplicada na curva de juros nominal. Acreditamos que a discussão ao longo de 2019 será de um juro real neutro mais baixo no Brasil. Na parte de moedas, seguimos com uma visão mais pessimista em relação ao dólar e carregamos uma posição comprada no Real através de futuros e opções. No livro internacional, temos uma pequena posição comprada no Peso Chileno hedgeada parcialmente pelo Peso Mexicano. 2


Bolsa
O Ibovespa caiu 1,8% em dezembro, mas apresentou alta de 15% em 2018 e excedeu 100% nos últimos 3 anos. O desempenho superou relevantemente o S&P que caiu 9,2% e 6,2%, no mês e ano, respectivamente. Continuamos a gerar Alfa com posições compradas em Brasil e vendidas na Bolsa Europeia e Americana, mas aproveitamos a realização da Bolsa Americana para comprarmos algumas posições, particularmente no setor de cartões nos EUA. No Brasil, trocamos parte de nossas posições do setor financeiro para os setores de consumo e elétrico. Estes segmentos tiveram boa contribuição no mês, junto com financeiro não-bancário e posição underweight em cartões de crédito. Essas mudanças levaram a um aumento gradual da nossa exposição líquida.

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André Meireles
andre@wayinvestimentos.com.br

Administrador pela FGV e certificado como especialista em investimentos pela ANBIMA, atua no mercado financeiro desde 1986. Sócio gestor da WAY Investimentos, palestrante em congressos e seminários sobre finanças e previdência complementar.

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